Após um ano, pai de garoto nascido sem a maior parte de seu crânio revela que ele e sua esposa sofreram ataques de ódio na internet, dizendo que eles deveriam ter abortado seu filho.

Há um ano, o casal Brandon e Brittany Buell tiveram seu primeiro filho, Jaxon, que nasceu com microhidranencefalia, uma anomalia grave do desenvolvimento do cérebro que pode incluir microcefalia grave, cumes no couro cabeludo e atraso no desenvolvimento.

Na época, os médicos aconselharam que um aborto seria a melhor opção, pois o filho poderia morrer minutos após o parto. Mesmo assim, o casal resolveu arriscar e o garoto não apenas sobreviveu aos primeiros dias, como acabou de celebrar seu primeiro aniversário.

No último mês, seus pais resolveram postar sua história nas redes sociais, para comemorar seu aniversário de um ano. Porém, ficaram horrorizados ao receberem centenas de ataques de pessoas hostilizando a vida do bebê, dizendo que eles foram ‘egoístas’ e deveriam ter abortado Jaxon.

Cerca de um em 4.859 bebês nos Estados Unidos nascem com anencefalia e, geralmente, morrem logo após o nascimento, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. “Jaxon não tinha anencefalia, esse não era o caso, e foi apenas a nossa escolha. Jaxon era nosso bebê, e nós só teríamos uma oportunidade de fazer o melhor para ele”, disse o pai. Brandon acrescentou que ele e Brittany não queriam “brincar de Deus”. Os internautas têm questionado os motivos para trazer Jaxon em um mundo onde ele provavelmente nunca será capaz de andar, falar, ouvir, ver ou saber que está com fome.

Na postagem realizada em seu Facebook, Brandon começou dizendo que a primeira palavra que Jaxon falou foi ‘mamãe’, e que aqueles que estão comentando maldades sobre a situação não tem ideia de que a criança está realmente passando. “Quando saio com Jaxon em público sempre percebo os olhares e comentários, geralmente de pessoas que nem sequer percebem que estão fazendo isso”, contou

condição, o pai disse que as pessoas estão sendo “completamente mal informadas” por uma pequena parte dos que ouvem falar sobre ele. “Há casos de crianças com microhidranencefalia que viveram por 30 anos, com uma vida relativamente normal, aprendendo a nadar e usando seus sentidos, normalmente”, disse.

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Ele ainda teve de responder às críticas de que a família teria se beneficiado de uma página de arrecadação de fundos para substituir o salário de Brittany, justificando que as pessoas que ajudaram entenderam o valor inestimável que eles deram à vida de seu filho. Brandon disse que, apesar do comentários negativos, ele está orgulhoso de seu filho e sua história que já lhe rendeu o apelido de “Jaxon Strong”, que significa, em tradução literal, ‘Jaxon forte’.

A família planeja continuar visitando neurologistas infantis para que a ciência possa aprender mais sobre a sobrevivência da criança e como o cérebro humano trabalha com microhidranencefalia. “Não importa quem você é ou o que você acredita, é claro que a história de Jaxon será duradoura neste mundo, e espero que ele já tenha tocado e inspirado mais vidas em um ano, mais do que a maioria de nós teria inspirado em toda a nossa vida”,concluiu Brandon.

Fonte: Jornal Ciência

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