Antes de regressar o Papa Francisco agradeceu ao pregador do retiro, o carmelita Bruno Secondin

Uma oração pelos cristãos perseguidos na Síria, no Iraque e no mundo. Com esta intenção, o Papa celebrou em Ariccia a Missa no dia em que se concluiu o retiro quaresmal, na casa Divino Mestre, nas proximidades de Roma.

Antes de regressar ao Vaticano, Francisco agradeceu ao pregador deste retiro, o carmelita Bruno Secondin, com estas palavras:

“Em nome de todos, também meu, quero agradecer ao padre, ao seu trabalho entre nós de exercícios. Não é fácil pregar exercícios aos sacerdotes, eh. Somos todos um pouco complicados, mas ele conseguiu semear. Que o Senhor faça crescer essas sementes que nos deu e faço votos também a mim e a todos que possamos sair daqui com um pedacinho do manto de Elias, em mãos e no coração. Obrigado, padre!”

Pregações

Enquanto isso, no Vaticano, o Pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, ofmcap, deu início esta manhã às pregações de Quaresma, sem a presença do Pontífice.

Aproveitando a ausência do Santo Padre, o Fr. Cantalamessa propôs uma reflexão sobre a exortação apostólica Evangelii Gaudium (EG), que – afirmou – não se atreveria a fazer em sua presença.

Segundo o frade capuchinho, a novidade desta Exortação está no apelo que ele faz aos leitores no início da carta e que constitui – na sua opinião – o coração de todo o documento:

“Convido todos os cristãos, de todo lugar e situação, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo, ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de procurá-lo todos os dias com firmeza. Não há motivo para que alguém ache que este convite não é para ele” (EG, nº 3).

“Isto quer dizer que o objetivo último da evangelização não é a transmissão de uma doutrina, mas o encontro com uma pessoa, Jesus Cristo”, explicou o Fr. Cantalamessa, que prosseguiu: “O papa não pensa em um encontro pessoal que substitua o eclesial; quer apenas dizer que o encontro eclesial deve ser também um encontro livre, desejado, espontâneo, não puramente nominal, jurídico ou de mero hábito”.

Outro aspecto ressaltado pelo frade capuchinho são todos os grandes “nãos” que o Evangelho pronuncia contra o egoísmo, a injustiça, a idolatria do dinheiro, e todo grande “sim” que ele nos anima a dizer ao serviço dos outros, ao compromisso social, aos pobres. “É a demonstração de que o encontro pessoal com Jesus é tudo menos uma experiência privatizada e individualista; ela se torna, pelo contrário, a mola mestra da evangelização e da santificação pessoal.”

Fr. Cantalamessa concluiu: “O tempo da Quaresma, que estamos apenas começando, é, por excelência, um tempo de inspiração. Respiremos profundamente neste tempo; enchamos do Espírito Santo os pulmões da nossa alma e, assim, sem percebermos, o nosso alento exalará o perfume de Cristo. Boa Quaresma a todos!”

Por Radio Vaticano

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