A imagem bíblica da costela de Adão, da qual Eva é plasmada por Deus, expressa uma reciprocidade entre homem e mulher

 

A Praça S. Pedro acolheu nesta quarta-feira, 22, cerca de 30 mil peregrinos de várias partes do mundo, inclusive do Brasil – fiéis de Jequié (BA), Curitiba (PR) e Louveira (SP).

 

 

Um dos momentos mais aguardados da Audiência se dá logo no início, quando Francisco percorre a Praça de papamóvel para cumprimentar os fiéis. Na sequência, o Papa se dirigiu à multidão, prosseguindo sua catequese sobre a família. O Pontífice deu continuidade ao tema tratado na semana passada, isto é, à complementaridade entre homem e mulher.

No livro do Gênesis, lemos que inicialmente Adão, o primeiro homem, sentia-se sozinho, mesmo vivendo cercado de tantos animais. Para acabar com sua solidão, Deus lhe apresenta a mulher, que o homem acolhe exultante, como um ser igual.

O Papa explicou que com a imagem bíblica da costela de Adão, da qual Eva é plasmada por Deus, não se quer afirmar uma inferioridade da mulher – ela não é uma réplica do homem-, mas expressa uma reciprocidade entre eles. De modo algum a mulher é criatura do homem, mas de Deus.

Contudo, por sugestão do maligno, os dois são tentados pelo delírio da onipotência e desobedecem a Deus. Este pecado rompe a harmonia que existia entre eles, gerando desconfiança, divisão, prepotência, como demonstra a história.

“Pensemos , por exemplo, nos excessos negativos das culturas patriarcais. Pensemos nas múltiplas formas de machismo, em que a mulher é considerada de segunda classe. Na instrumentalização e mercantilização do corpo feminino na atual cultura mediática.”

O Papa citou ainda uma recente “epidemia” de ceticismo, e até mesmo de hostilidade que se difunde na nossa cultura, em especial a partir de uma compreensível desconfiança das mulheres em relação a uma aliança saudável entre os gêneros. Para Francisco, a desvalorização social desta aliança é certamente um perda para todos, e os filhos virão ao mundo sempre mais desarraigados. “Devemos honrar o matrimônio e a família!”, concluiu.

Ao saudar os grupos presentes na Praça em várias línguas, o Papa recordou que neste dia 22 se celebra o Dia Internacional da Terra. “Exorto todos a verem o mundo com os olhos de Deus Criador: a terra é o ambiente a ser protegido e o jardim a cultivar. Que a relação dos homens com a natureza não seja guiada pela avidez, pela manipulação e pela exploração, mas preserve a harmonia divina entre as criaturas e a criação, na lógica do respeito e do cuidado, para coloca-la a serviço dos irmãos, inclusive das futuras gerações.

 

 

Por Rádio Vaticano

 

Compartilhe:

Faça um comentário