Papa sobre aborto: É um assassinato que não se pode apresentar como direito humano
Foto: María Testino | ACI Prensa

O Papa Francisco voltou a se posicionar contra o aborto no último sábado, 2 de fevereiro, e assegurou que “apagar voluntariamente a vida no seu desabrochar é, em todos os casos, uma traição à nossa vocação, além do pacto que liga reciprocamente as gerações, pacto que permite olhar adiante com esperança”.

Durante uma audiência no Vaticano com o Movimento pela Vida, o Santo Padre enfatizou que “onde há vida, há esperança. Mas se a própria vida é violada quando surge, o que resta já não é o recebimento agradecido e maravilhado do presente, mas um cálculo frio do que temos e do que podemos dispor”.

No entanto, afirmou que “aqueles concebidos são filhos de toda a sociedade, e seu assassinato em grande número, com a aprovação dos Estados, constitui um grave problema que prejudica na base a construção da justiça, comprometendo a solução adequada de qualquer outra questão humana e social”.

“Então, também a vida é reduzida a um bem de consumo, para usar e jogar fora, para nós e para os outros. Quão dramática é essa visão, infelizmente difundida e enraizada, também apresentada como um direito humano, e quanto sofrimento isso causa aos mais débeis de nossos irmãos!”

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O Papa recordou que “cuidar da vida exige que se faça isso durante toda a vida e até o fim. Também, exige-se que se coloque toda a atenção às condições de vida. A saúde, a educação, as oportunidades de trabalho, e assim por diante; por fim, tudo o que permite a uma pessoa viver de modo digno”.

Estas afirmações do Papa foram feitas na véspera da celebração do Dia da Vida, na Itália, uma “oportunidade de dirigir um chamado a todos os políticos, para que, independente das convicções de fé de cada um, coloquem como prioridade do bem comum a defesa da vida dos que estão para nascer e fazer parte da sociedade, à qual devem trazer novidade, futuro e esperança”.

Francisco concluiu seu discurso pedindo “com confiança a Deus” que o Dia da Vida, que foi comemorado no domingo, 3 de fevereiro, “traga um sopro de ar fresco, permita que todos reflitam e se envolvam generosamente, começando com as famílias e pessoas que têm papéis de responsabilidade a serviço da vida”.

Fonte: ACI Digital

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