Paróquia: voz que testemunha um ministério dinâmico e missionário missão paroquial

Para falarmos em missão paroquial é necessário lembrarmos que a Igreja é uma unidade na diversidade. O Evangelho se atualiza nas culturas e nas pessoas, na medida em que as acolhemos como povo santo de Deus.

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Missão paroquial não pode ser uma “guerra santa” contra os “não católicos” ou os católicos afastados e indiferentes. É na pluriformidade das iniciativas de evangelização que a paróquia deve se colocar a serviço como humilde serva diante da realidade das pessoas. Ela é enviada por excelência a ajudar o seu Senhor a remir o mundo. A paróquia é um organismo vivo e toda missionária. Como Igreja, ela já nasce enviada, é mensageira das boas novas de Deus e é companheira de viagem de todas as bases em direção do reino.

A paróquia não é uma instituição estática, mas uma expedição, sempre está inserida em uma realidade dinâmica investida do mandato de anúncio e testemunho. Os paroquianos que fazem parte dela são destinados a viver como viajantes e não como sedentários. A paróquia em missão deve se tornar ponto de referência para todos, pois a partir dessa designação iremos até as pessoas.

Será a partir dos próprios leigos e pastores que a missão funcionará sem rupturas e tentações de desânimo. A Igreja é serviço, é comunhão e é em sua essência missionária. E nas suas raízes profundas está o mistério de amor da comunidade Trinitária. Sem a Trindade não pode existir missão.

2 requisitos que devem ser aplicados na paróquia: Comunhão e Missão.

No contexto da urbanização, certas paróquias ficaram só com o nome porque o material humano mudou completamente. As pessoas veem a Igreja católica local como sendo mais uma em meio a tantas denominações e grupos evangélicos. Daí, o caráter de que os poucos católicos praticantes desses ambientes, deveriam estar em estado permanente de missão, pois somente pelo anúncio e presença se transformará essas realidades indiferentes.

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No âmbito da mobilidade social, o trabalho, mercado, emprego, comércio não acontecem onde as pessoas moram, mas em ambientes diversificados longe das famílias. A paróquia deve se fazer presente de alguma forma nesses ambientes. Sem contar os meios de comunicação que esmagam com suas concorrências gritantes muitos valores que seriam necessários para que as pessoas pudessem compreender seu valor na sociedade e na Igreja.

E ainda vale dizer que desafios como a pregação vazia do Evangelho pelas “televisões”, faz produzir uma indiferença cultural. A religião ou a Igreja é importante enquanto for cômoda. E Deus é aceito enquanto não atrapalha. Mas se Ele se torna um hóspede incômodo, é o caso de deixá-lo para trás ou na porta de casa.
Para estarmos em missão a cada dia em nossas paróquias precisamos certamente da ajuda do Espírito Santo, pois Ele criou o mundo, guiou o povo de Deus pelo deserto, ungiu nosso Senhor, desceu sobre a Igreja, falou pelos profetas e pelas Escrituras.

E é o mesmo Espírito que hoje está a nos falar por meio dos inúmeros sinais. E ele nos aponta um caminho, nos dá aquela força de cristãos e as perspectivas para realizarmos o quanto antes essa missionariedade eclesial.

Pe. Clécio Ferreira de Alencar é Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Lavras/MG, Diocese de São João Del Rei/MG.

Fonte: Revista Paróquias, ed. 22. Para ler mais matérias sobre gestão eclesial, assine já: (12) 3311-0665,  (12) 99660-1989 ou [email protected]

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