Paróquias urbanas: um desafio demográfico

A evangelização na realidade urbana é o maior desafio estrutural que a Igreja deve enfrentar na atualidade, pois o mundo urbano representa o pós-moderno, com suas complexidades geográficas, estruturas, existenciais, sociais e, em meio a tudo isso, eclesiais.

Uma paróquia na área urbana com mais de dez mil habitantes já é muito difícil de ser evangelizada, se não houver um consistente plano missionário pastoral para esta conjuntura. O fator tempo se sobrepõe ao aspecto espacial. Na área urbana, é toda dinâmica eclesial que deve estar em função das pessoas. Na área rural, mesmo que um pouco menos, já há uma forte influência e existência de uma “mentalidade urbana”. A Igreja tem que repensar estas estruturas. As paróquias não podem ser mais concebidas como “feudos e quinhões”. A conversão das estruturas, como o Papa está a nos ensinar, passa por esta conversão pessoal, tendo em vista o bem do povo de Deus.

Duas vias metrológicas, ainda, precisam ser melhor trabalhadas para o encaminhamento destes processos, a saber: a) a Setorização existencial e territorial desta células paroquiais; e b) o uso qualitativo e continuado dos meios de comunicação social. Com o primeiro, o contato personalizado e próximo das pessoas e instituições presentes nas paróquias e nas várias situações concretas e históricas da vida das comunidades. No segundo, porque a relação das pessoas com estas Novas Maravilhas se tornou condição de relação e articulação insubstituível da vida dos indivíduos. A Igreja tem que avançar no uso destes instrumentos para a sua ação evangelizadora na Posmodernidade.

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Por fim, repensemos as realidades paroquiais do mundo urbano, considerando-as com não mais de dez mil habitantes e com perspetivas de subsetorizacao e reorganização futuras. Não, simplesmente, para resolver situações pessoais e desajustes, mas para fazer com que a Boa Notícia do Reino de Deus chegue ao seu povo. Assim o seja!

Pe. Matias Soares

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