Religiosos ajudam na recuperação dos enfermos

A Organização Mundial de Saúde reconhece o bem estar do indivíduo como o resultado de uma combinação harmônica entre os aspectos físico, mental e espiritual de sua vida. Diante dessa perspectiva, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia publicou a portaria 880/2014, que assegura a assistência religiosa em hospitais. Apesar de garantido por lei, o acesso a esse direito apresenta barreiras.

De acordo com o coordenador da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Salvador, padre Jorge Brito, boa parte dos cerca de 380 agentes da PS não pode atuar por causa das proibições hospitalares. A regulamentação da visita deve passar por um assistente social, a quem cabe o papel de liberar a entrada. Mas a escassez desses profissionais nos hospitais atrasa esse processo. “Muitas vezes são apenas duas assistentes, que ficam sempre circulando, ocupadas com tantas atividades, e os agentes e sacerdotes demoram para entrar no hospital”, critica.

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A assistência é mais sistemática nas unidades onde há capelania ou centros multirreligiosos, como é o caso dos hospitais das Clínicas (Complexo Hospitalar Professor Edgard Santos), Octávio Mangabeira, Irmã Dulce, Aristidez Maltez e Martagão Gesteira.

O padre costuma orientar os pacientes para minimizar essas dificuldades do sistema de saúde. “Recomendamos aos cristãos católicos que ao se internarem registrem na ficha que são católicos e que querem a visita do seu líder religioso, no caso o padre ou os ministros extraordinários da Comunhão, para lhes oferecer toda a assistência espiritual”, explica.

Os ministros só devem levar a Comunhão nos horários de visita. “Mesmo que só sejam permitidas duas visitas e ele seja a terceira, o hospital tem por obrigação deixá-lo entrar, porque ele está fazendo uma visita religiosa”, detalha padre Jorge. Já o sacerdote pode ir a qualquer hora do dia. O único impedimento é se o paciente estiver passando por procedimentos.

Os agentes da Pastoral da Saúde passam por treinamentos para seguirem as normas de biossegurança. “Os agentes sabem a diferença entre as contaminações direta e cruzada, têm as técnicas para lavar as mãos e abordar os pacientes internados. Nossos agentes respeitam as distâncias estabelecidas e nunca ficam ao lado da cama dos visitados, sempre estão trajados da maneira correta, com sapatos fechados e sem adereços”, conta padre Jorge.

Para o sacerdote, mais que administrar medicamentos e apontar diagnósticos, é preciso entender o paciente em sua plenitude, nas dimensões física, mental e espiritual. “Às vezes, o paciente está com pressão alta e depois que eu converso com essa pessoa, a pressão se regulariza sem necessidade de intervenção medicamentosa. A religião faz a diferença”, relata.

Fonte: Arquidiocese de São Salvador da Bahia

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