É um desafio, pois o padre continua exatamente como todo homem

Quando alguém pergunta: ?Por que padre não se casa?? Pode-se fazer as seguintes perguntas: Por que você se casou ou por que você está solteiro? Por que você é professora ou advogado? Ou mãe de família? E assim por diante.

Isso prova que toda vocação é um grande mistério entre Deus e o coração da pessoa por Ele convidada a abraçar um estado de vida. Não se esqueça que alguém pode ser feliz e realizado ou infeliz e triste pela escolha livre que fez. A vocação é assumida livremente e não uma obrigação.

O celibato não é uma castração nem uma proibição de casar ou outras coisas semelhantes. Celibato é uma entrega total e amorosa ao Reino de Deus e ao serviço do Seu povo. Neste estado de vida o padre assume e responde livremente, pois a diferença não está tanto no exterior, mas está dentro da alma e dela transborda.

O celibato não limita o amor, pelo contrário, alarga-o até o infinito; não prende a ninguém, mas deixa livre para todos. É um desafio, pois o padre continua exatamente como todo homem: com sentimentos, dificuldades e pecados também: ?Estou no mundo, mas não sou do mundo, nem sou como todo o mundo?.

O mundo precisa exatamente de homens assim, diferentes, e talvez seja isso que incomode e ajude tanto as pessoas.

Você aceita ser diferente assumindo a vocação que abraçou?

?Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que escolhe a vós?. Vocação é um mistério que se descobre todos os dias um pouco mais.

E que bom que todo o mundo não é igual e não tem a mesma vocação, a diferença enriquece a vida e o mundo.

Como sempre dizemos: ?As diferenças não são barreiras, mas sim, riquezas?. O mais importante é ser coerente e verdadeiro na diferença que assumimos em nossa vida.

O que diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC), número §1579: ?Todos os ministros ordenados da Igreja latina, com exceção dos diáconos permanentes, normalmente são escolhidos entre os homens fiéis que vivem como celibatários e querem guardar o celibato “por causa do Reino dos Céus” (Mt 19,12). Chamados a consagrar-se com indiviso coração ao Senhor e a “cuidar das coisas do Senhor”, entregam-se inteiramente a Deus e aos homens. O celibato é um sinal desta nova vida a serviço da qual o ministro da Igreja é consagrado; aceito com coração alegre, ele anuncia de modo radiante o Reino de Deus?.

CIC §1599: ?Na Igreja latina, o sacramento da Ordem para o presbiterado normalmente é conferido apenas a candidatos que estão prontos a abraçar livremente o celibato e manifestam publicamente sua vontade de guardá-lo por amor do Reino de Deus e do serviço aos homens? (Cf. Catecismo da Igreja Católica, números 1579/1580).

O celibato não limita o amor, pelo contrário, alarga-o até o infinito, não prende a ninguém, deixa livre para todos.

Por Canção Nova

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