A tolerância é tratada por Dom Roberto Paz, também a respeito do Charlie Hebdo

BANNER CRUZNo dia 21 de janeiro celebramos o dia de luta contra a intolerância religiosa, iniciativa que está originariamente ligada a Fé Bahá’ i, mas que quer unir a todas as religiões na busca do diálogo e da paz mundial. Este ano a data está indubitavelmente focalizada no bárbaro e cruel atentado a revista Charlie Hebdo em Paris e ao assassinato de seus jornalistas e cartunistas.

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Mais uma vez se verifica a letalidade do fanatismo e fundamentalismo religioso, que como disse o Papa Francisco antes de excluírem pessoas contrárias a seu credo do direito a vida expulsam e atentam contra o próprio Deus. Momento propício para fazer ponderações e reflexões oportunas, começando a manifestar que não devemos identificar este terrorismo jihadista com a religião islâmica, pois a grande maioria dos dirigentes e fieis muçulmanos expressaram o repúdio ao ato. Tampouco deve criminalizar-se a migração, ou culpar as etnias não européias pela violência o que significaria um juízo preconceituoso.

Mais, torna-se importante ampliar o foco da indignação e da resistência contra a intolerância, abraçando os cristãos crucificados e banidos em mais de 70 países, os próprios adeptos da Fé Bahá’i, perseguidos e massacrados, deter o anti semitismo virulento, ampararas religiões africanas desprezadas e marginalizadas, e todos aqueles que em razão de credo ou filosofia de vida são discriminados e coagidos.

Também como afirmava Ghandi o fruto é resultado da semente, se queremos superar e eliminar a intolerância, os meios escolhidos devem ser não violentos, que levem ao diálogo, a compreensão e a empatia compassiva, pois devemos respeitar e tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. Faz se necessário, conjugar liberdade de expressão e liberdade religiosa, respeito pelos valores e princípios identitários do outro, sem ridicularizá-lo, pois não há humor e alegria quando debochamos e desconsideramos a sua personalidade, cultura e religião.

Aprender com o Mestre e Salvador divino que quando estava na Cruz, intercedeu ao Pai, pelos que o injuriavam e o levaram ao patíbulo, dizendo: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que estão fazendo!” Sou cristão e nada do que é humano me é alheio, estamos profundamente unidos com todos/as as vitimas da intolerância e a discriminação religiosa , pois configuram atentados contra a dignidade humana e ofendem o Deus amor. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz Bispo de Campos (RJ) – CNBB

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