A Banda Rosa de Saron deu uma recente entrevista , através de seu porta-voz Rogério Feltrin, ao Site Guitar Talks do Uol. Nela a Banda fala sobre o recente lançamento do Cd Cartas ao Remetente pela Som Livre e sobre suas ideologias e realizações.

 

Vocês lançaram o CD “Cartas ao Remetente”, apostando numa sonoridade próxima aos anteriores, mas, pensando no último DVD ao vivo, com menos investidas eletrônicas e mais guitarras. Nos fale um pouco sobre isso.

Cada trabalho é único e por mais que tenham pontos em comum, claro, é sempre importante que cada álbum tenha sua própria identidade e é o que temos tentado fazer a cada lançamento.

O novo álbum traz algumas letras na qual reafirmam os ideais do grupo de forma bem clara e outras de forma mais subjetivas. Como você define as composições desse trabalho?

Não fazemos esse tipo de análise. Para nós o importante é que seja um álbum honesto, que reflita com sinceridade o que sentimos e pensamos e, claro, que tenha uma mensagem coerente com o objetivo de aproximar as pessoas ao amor de Deus.

Vocês revelaram que o disco foi criado durante um momento conturbado e ao mesmo tempo de grandes realizações. O que inspirou a banda?

Acreditamos que sentimentos são sempre inspiradores, sejam bons ou ruins, sempre temos necessidade de expressá-los. Foi realmente um ano de sentimentos intensos em todos os sentidos e tentamos refleti-los no álbum através das letras e da sonoridade.

O Rosa de Saron tem trabalhado com uma média de lançamento de um disco por ano, num processo de composição e gravação paralelo a uma agenda de shows bem movimentada. Como é lidar e criar num ritmo tão frenético?

Acho que já acostumamos com isso – foi incorporado à nossa rotina do dia a dia. É sim muito corrido, mas o sentimento de gratificação que o resultado dá também é recompensador, então, em outras palavras, a gente sofre, mas gosta (risos)!

Vocês acreditam que isso afeta a parte criativa da banda?

Não, pois se trata de um objetivo e não de uma obrigação. Se em determinado momento sentirmos que precisamos ampliar esses prazos, não existe problema nenhum em fazê-lo, mas por enquanto estamos dando conta e está sendo divertido. Quando as ideias estão fluindo você tem que aproveitar a oportunidade, se adiar para depois pode perder o time ou a disposição.

As músicas deste álbum, como o próprio nome sugere, possuem letras muito pessoais, escrita na maioria pelo Guilherme de Sá. A banda realmente captou todos esses sentimentos?

Sim, as músicas têm que fazer sentido para todos, mas isso também acaba acontecendo de forma muito natural, pois como vivemos intensamente ligados pelo trabalho. Aquilo que afeta um acaba afetando a todos, tanto no lado positivo como negativo.

Vocês se apresentaram na Jornada Mundial da Juventude pela segunda vez, com a presença do Papa Francisco (anos antes vocês participaram do mesmo evento, celebrado pelo Para Bento XVI). Como vocês descrevem está emoção?

Sempre descrevemos como uma emoção única. Foi realmente marcante fazer parte disso tudo, estar lá e ainda poder se apresentar. Sempre dizemos que será algo para contar aos nossos netos.

“Quando eu Tiver Sessenta” é uma canção que fala dos problemas sociais e de certa maneira é uma letra saudosista. Vocês estão com 26 anos de carreira e longe de serem os adolescentes do início do Rosa. A idade influência muito o trabalho do grupo?

Claro que sim! É inegável o quanto o passar dos anos vai influenciando tudo, desde sua saúde e disposição física até sua forma de ver e analisar a vida, além da maneira de reagir diante das situações. São mudanças físicas, psicológicas e espirituais. Tudo que fazemos acaba afetado por isso.

Anos atrás o Guilherme disse em uma entrevista que a banda não estava pronta para o show business, mas que aprenderia naturalmente a lidar com isso. Você considera que o Rosa de Saron hoje faz parte deste universo?

Vejo que o Rosa se tornou muito conhecido no Brasil todo, mas caminhamos por outras vias, mais pelas margens desse mercado. Não estamos presentes, por exemplo, a todo tempo na grande mídia. Somos bastante independentes – temos nosso próprio escritório que gerencia nossa carreira, somos donos de nossas produções – então isso tudo nos dá uma liberdade rara no meio dos grandes nomes da música.

Muito obrigado pela entrevista! Gostaria de deixar um recado para nossos leitores e fãs do trabalho do Rosa de Saron?

Gostaríamos apenas de agradecer a força, apoio, incentivo, orações de todos aqueles que confiam, acreditam e colaboram com nosso trabalho. Deus abençoe a todos!

 

Fonte: Guitar Talks
Foto: Juninho

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