Seja gratuito nas atitudes e nas ações comunitárias

Recentemente alcançamos a marca dos sete bilhões de habitantes no planeta Terra. As manchetes que comunicavam tal feito vieram acompanhadas com imagens de recém-nascidos, simbolizando a marca dos sete bilhões e com um questionamento: temos alimento para todos? Uma questão que já fora equacionada no passado e que é o único milagre de Jesus narrado pelos quatro evangelistas: o milagre da multiplicação dos pães.

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  • Mateus 14,13-21
  • Marcos 6,30-44
  • Lucas 9,10-17
  • João 6,1-15

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Jesus falava para uma multidão quando a questão veio à tona: como faremos para alimentar essa gente? Alguns dos discípulos, de modo imperativo, tentavam fazer com que Jesus mandasse o povo embora. Mas Jesus tinha a solução para aquele problema, estava apenas aguardando uma ação concreta que nascesse dentre os presentes. Os discípulos começaram a contar os recursos que tinham e chegaram à conclusão de que 200 denários seriam insuficientes para comprar pão para todos.

Um menino aproximou-se e ofereceu do que havia levado para si. Um cesto com cinco pães e dois peixes. Os discípulos, apesar de reconhecerem a boa ação do menino, não viam como uma solução, em face da discrepância quantitativa. Muita gente, pouco alimento. Mas era essa a ação concreta que Jesus esperava. Apesar dos quatro evangelistas narrarem este milagre de Jesus, apenas João destaca a ação gratuita e espontânea do menino.

Quando releio este trecho do evangelho fico a imaginar o sorriso e o olhar de Jesus a este garoto que se aproximava com a cesta, e sua voz cortando a cena a dizer para os discípulos: fazei que o povo de se acomode. Não posso deixar de refletir sobre o espanto na cara dos discípulos que deveriam estar pensando: o que ele pensa que vai fazer com tão pouco? Mas obedeceram a Jesus. Jesus, então, multiplica aqueles pães e peixes e alimenta o povo.

5 atitudes que devemos observar

  1. Jesus não tirou os alimentos do nada, mas daquilo que o menino, em sua gratuidade, ofereceu;
  2. O que somos e temos é imprescindível para que o milagre ocorra;
  3. Deus pode multiplicar o pouco que temos, contanto que coloquemos à sua disposição;
  4. Jesus multiplicou os pães, mas não fez mágica para que os pães aparecessem. Tampouco os distribuiu, os discípulos o fizeram;
  5. É na ação conjunta entre nós e Deus que o milagre se opera.

Em nossas comunidades, quando os temas fome, desigualdade, injustiça, má distribuição de renda e outros, são trazidos à baila, emergem diferentes reações. Algumas delas muito semelhantes à narrada na passagem da multiplicação dos pães. Uns agem como se o assunto não dissesse respeito a eles; outros se acomodam na impotência de nada poderem fazer, pois para eles trata-se de algo impossível. E há aqueles que sentem não poderem solucionar o todo, mas disponibilizam do pouco que têm, no afã de minimizar a situação. O milagre da multiplicação não teve seu início na distribuição dos alimentos, mas na decisão do menino em oferecer do que tinha.

O dízimo, queridos leitores, é a ação concreta e solidária que antecede o milagre e a graça. O desafio em alimentar os sete bilhões de habitantes do planeta deve ser enfrentado pela fé e pela partilha solidária. Se cada um de nós, repletos da fé dos que ouvem a Jesus, se tornar um menino com uma cesta nas mãos a oferecer do pouco ou do muito que tem, poderemos também dizer: acomodem-se, pois há alimento para todos.

Aristides Luis Madureira é Diretor da Editora A Partilha, Graduado em Comunicação e em Tecnologia em processos Gerenciais, Missionário leigo há mais de 20 anos implantando a Pastoral do Dízimo no Brasil e outros países. Autor de várias obras, entre elas: “Pastoral da Partilha Manutenção”; “Partilhando a Vida em Família”; “A novena do Dizimista”; “Dízimo Mirim”, publicados pela Editora A Partilha.

Contato: [email protected]

Site: www.editoraapartilha.com.br

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