Uma das mulheres que ajudaram o pai e o bebê que foram atropelados quando atravessavam a rua no centro de Botucatu (SP) contou que a criança caiu com o rosto virado para o chão depois de praticamente ‘voar’ com impacto do atropelamento na noite do último sábado (16).

Ela foi a primeira pessoa a pegar o bebê depois do pai tentar levantar para salvá-lo. Câmeras de segurança registraram o atropelamento que aconteceu no último sábado (16) na Rua Armando de Barros.

Hérica Fernanda Pinheiro trabalha em um supermercado que fica próximo do local do acidente e aparece nas imagens correndo para socorrer o bebê.

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“Eu ouvi a freada e me assustei, quando virei para trás vi nenê voando, sai correndo. Quando eu cheguei ele estava com a cabecinha virada para baixo, peguei com cuidado, coloquei pertinho de mim e entreguei para uma moça que também foi ajudar e ela foi para calçada com ele”, conta a operadora de caixa.

Nas imagens do acidente é possível ver o momento em que o homem, que estava com o filho de 6 meses no colo, atravessa a rua na faixa de pedestre e é atingido pelo carro. O pai e a criança são lançados para cima e caem no chão. Segundo a polícia, o pai foi lançado cerca de seis metros.

Ele ainda levanta e mesmo machucado, mancando, corre para socorrer o filho. Nesse momento várias pessoas, entre elas a Hérica, se aproximaram para ajudar. Depois de entregar o bebê, o pai volta para cair, parecendo desorientado.

Uma câmera flagrou o carro, que depois de atropelar o pai e o filho, bate em um veículo, capota e atinge outro carro estacionado. Ele sofreu ferimentos leves. Segundo o IML, o motorista estava sob efeito de álcool.

Assista ao vídeo do momento do acidente:

“Será instaurado inquérito policial para apurar a responsabilidade do acidente ocorrido no sábado. O que temos de concreto é que houve atropelamento, pessoas se lesionaram e condutor estava sob efeito de álcool, o que que autoriza a Polícia Civil a instaurar um inquérito sem a representação das vítimas”, explica o delegado Marcelo Lanhoso de Lima.

Apesar de ser constatado estar sob efeito de álcool, o motorista passou por exame clínico que não constatou embriaguez.

O laudo médico atestou que o motorista tinha condições psicomotoras de dirigir. Mesmo não estando embriagado, o homem deve responder por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

A velocidade máxima permitida na rua onde aconteceu o atropelamento é de 40 km/h e a investigação também vai apurar se o veículo estava acima da velocidade permitida. As imagens do circuito de segurança podem ajudar nessa investigação.

Fonte: G1
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