Um dos quatro brasileiros que sobreviveram ao acidente da Chapecoense, o goleiro Jackson Follmann desembarcou em São Paulo no início da madrugada desta terça-feira (13/12), no aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. Ainda em recuperação, ele foi transportado da Colômbia até o Brasil em um avião especial, com atendimento de UTI.

“Ele não tinha expressão. A única coisa que eu vi foi que ele soltou o ar. Ele estava segurando na hora do pouso e, quando pousou, ele soltou um pouco o ar. Então, sem dúvida, uma sensação de alívio”, contou Marcos Nagli, médico da Chapecoense. Segundo ele, o goleiro ficou acordado durante todo o trajeto.
O avião, equipado com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pousou no Aeoporto de Congonhas à 0h20. Um dos seis sobreviventes do acidente aéreo que matou 71 pessoas no fim de novembro na Colômbia, o jogador de 24 anos teve parte da perna direita amputada e irá seguir tratamento no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital.

O jogador foi levado para o hospital de ambulância e chegou ao complexo cerca de 1 hora após seu avião pousar em São Paulo.

Follmann é o primeiro brasileiro sobrevivente a chegar ao País depois da tragédia que matou 71 pessoas, sendo 19 jogadores da Chapecoense, que viajavam até Medellín para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. O avião com a delegação do time catarinense caiu nas proximidades da cidade colombiana no dia 29 de novembro, na véspera da partida.

Seis pessoas sobreviveram ao acidente, sendo quatro brasileiros: três jogadores da Chapecoense (Follmann, o zagueiro Neto e o lateral Alan Ruschel) e o jornalista Rafael Henzel.

O avião parou para abastecer no início da noite em Manaus, de onde seguiu voo até São Paulo. A previsão inicial era de que a aeronave desembarcasse em São Paulo às 2h30. Mas acabou chegando antes da 00h30 desta terça no aeroporto de Congonhas. De lá, ele seguiu direto para o hospital Albert Einstein, onde ficará internado.

A aeronave que trouxe Follmann é equipado para o transporte de pacientes, conforme explica o cardiologista Francisco Souto, chefe médico do voo do goleiro da Chapecoense. “A aeronave é um Phenom 300, dedicada ao transporte aeromédico, onde temos todos os recursos para manter a vida e o tratamento que for necessário Temos respiradores, desfibriladores, oxímetro, medicamentos, enfim, tudo que é necessário para transportar o paciente. É uma UTI móvel”, afirmou, em entrevista ao SporTV.

Por causa do acidente, Follmann precisou ter parte de sua perna direita amputada, sendo que no último domingo (11) foi submetido a um novo procedimento médico para limpeza do ferimento.

Mais brasileiros
Para esta terça-feira (13), estão previstas as saídas da Colômbia do lateral Alan Ruschel e do jornalista Rafael Henzel, outros dois sobreviventes brasileiros da tragédia. Eles seguirão para Chapecó em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e ficarão internados em um hospital da cidade catarinense.

Já o zagueiro Neto ainda deve ficar hospitalizado por pelo menos mais três dias na Colômbia. Ele foi a última pessoa a ser resgatada com vida no acidente e é o sobrevivente com estado de saúde mais delicado, embora já tenha deixado a condição de coma induzido, passando a respirar sem ajuda de aparelhos, o que inicialmente foi necessário em razão de uma infecção pulmonar.

Fonte: Metrópoles
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